segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ru...minando

Pouco importa as vontades alheias, as verdades de outros, e essa avalanche de opiniões formadas.
O que indica meu caminho na vida meu trajeto que certo ou errado, curto ou não, são minhas próprias verdades, elas é que fazem o meu mundo e minha caminhada um pouco mais suportável nesse brejo.
Tenho meu reservatório secreto para sapo gordo e indigesto, engulo qualquer coisa, reservo, e mesmo tendo um limite, até que o tal reservatório comporta um grande número desses "bichinhos", pelo menos até que eu possa vomitar tudo em uma latrina larga e funda, e nesse vômito tiro das minhas entranhas esses bichinhos gosmentos, gelados, que é parte do lodo humano que me é imposto.
 De tempos em tempos quando não suporto mais as náuseas, faço boas "lavagens estomacais" secretamente, me livro dos indigestos bichinhos, e volto ao brejo.
Esse é meu segredo para não chocar "homenzinhos insignificantes", evitar que a vaca vá para o brejo de vez e continuar vivendo quase em paz com o tal do ser humano.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Aqui jazz

Entre sorrisos plasitficados, histórias recebendo pinceladas poéticas, se expõe um corpo sem vida, lembranças mortas que serão enterradas.
É vergonhoso, esse fingir que a morte só leva os outros... Nada inteligente.
Não é preciso premunição, vidência e outras coisas absurdas para enxergar a proximidade e a importância da morte.
Ela anda espreitando, acenando a cada segundo, mostrando que o cronômetro foi acionando há algum tempo.
Encará-la de frente, sem desviar os olhos, sem temer sua tacada final, não tem nada de medonho.
Esse é um momento glorioso, quando todos os amigos, inimigos e até desconhecidos, deixam a rotina diária, e se colocam diante do corpo inerte, mostrando certo respeito ao defunto da vez.
A morte coroa com flores todas as tristezas, ilusões e desejos, congelando a tempo, o fim merecido, e enterrando de vez, todas as meias verdades.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Vendedores de fumaça.


Portadores de doenças graves, entre elas a AIDS, estão acostumados a ouvir frases feitas do tipo:
- Deus sabe o que faz.
- A medicina tem avançado muito.
- Apesar de tudo dá para levar uma vida "normal" eles dizem.
Que ótimo, não é mesmo? Vida normal para quem, eu pergunto?
Essa gentinha, uma grande maioria que continua vivendo atrás desse véu que supostamente as "protege" da realidade, na verdade, nada sabem sobre AIDS, a não ser que é uma doença contagiosa.
Fingidores é o que são, cultivam o preconceito camuflado, e acham que estão a salvo, sem se dar conta que o preconceito é também uma doença grave.

domingo, 25 de outubro de 2009

Loser...ser abominável


Sinto náuseas quando estou diante daquele tipinho politicamente correto.
O que nunca sente raiva, tudo perdoa, não se entristece, é sempre "o conformado", não sonha, nada deseja, e jamais age por impulso.
A quem esse tipinho engana?
A verdade é que só um louco, desajustado, aquele que perde o controle e faz um papel ridículo mesmo que a motivação seja o ciúme, só quem mostra seus sentimentos, seus medos, comete excessos, multiplica erros, e corre risco, deve ser considerado HUMANO.
O erro é matéria prima, ingrediente necessário para fazer gente.
Desconfio mesmo desse tipinho feito na forma, dessa criaturinha caricata.
E acredito que se tivesse conhecido  Abel de perto, entenderia as razões de Caim.

domingo, 4 de outubro de 2009

Uma rapidinha.


Houve um tempo que chamaram-me de vencedora.
Foi minha primeira corrida, larguei disputando com milhões de concorrentes, instintivamente me lancei rápido em direção a luz, nem me lembro quantos obstáculos e a distância percorrida até a chegada final, sei que era grande, enorme para o meu tamanho.
Taí...Desde o início sempre fui mesmo uma abUSADA, e não mais me orgulho disso, aprendi a duras penas, que a diferença entre ser abUSADA ou burra, é pequena, tudo depende da interpretação.
Se soubesse naquele tempo que a vida seria assim...Essa dureza, trancos e barrancos, baixos sem altos, teria parado no meio da corrida para amarrar o cadarço (É...Mais eu não tinha pezinho), sei lá, qualquer desculpa valia, amarrar o rabinho, quem se importa com os motivos?
Fizesse eu ouvidos moucos, não escutado a voz da "intuição, seleção, criação, perdição", um segundo de atraso, aquela "parada rapidinha" para um suco de líquido amniótico, não teria eu nascido.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

De - Lírios...do campo.


Entre um Gradenal, um lexotam e um prozac, não anda me sobrando tempo para ameaçar pseudos pensadores e sábios, que tropeçam o tempo todo na prórpia cegueira.
Diferente deles, sei os efeitos colaterias que causam tantas perguntas, e aceito numa boa, as respostas que nem sempre fazem sentido.
Me orgulho dessa loucura, e não nego que me tornei perita em criar receitas mágicas para enfrentar a vida sem danos maiores.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Assim na terra como no céu.

Se na hora da morte, tudo que falam sobre reencarnação, karma, essas coisas... Quer dizer, se depois de ter levado uma vida na qual não fui nem de longe um modelo de virtudes, eu descobrir que terei de voltar para limpar a sujeira que deixei, e para aprender com cada escorregadela outra vez... Nesse caso, eu tofú...
Mas se por outro lado, não existir nada depois da morte a não ser uma boa refeição para vermes, aí terei perdido a única oportunidade de fazer acontecer, de chutar baldes, enfiar os pés na jaca, terei vivido como simples expectadora da própria vida, uma múmia sem história.
Então se for esse o caso, eu TAMBÉM tofú...
Partindo disso, vejo que seja aqui ou além "assim na terra como no céu, depois da morte"... Eu tofú.

domingo, 19 de julho de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sindrome de penelope



Dou-me conta às vezes que a vida parece mais um grande “racha” (uma corrida maluca).
E nessa maquininha “a vida” que piloto, é permitido levar passageiros no banco ao lado (as pessoas que amo), nos acentos traseiros (aquelas que gosto), e ainda sobra espaço... No bagageiro... Para aquelas que tenho de carregar... (as malas).
Dessa maneira, disparada pela estrada, com todos os espaços preenchidos, de repente me assusto com a velocidade em que a vida muda, essas mudanças bruscas, joga pra fora os passageiros, todos aqueles que antes preenchiam meus espaços “vazios”.
E quase perdendo o controle, sou obrigada a não estacionar, manter-me firme ao volante, continuar dirigindo a vida... Seguindo em frente.
Carregando apenas, “MALAS”.